Atalanta 1-4 Juventus (Foto: Magni)

No último jogo de 2013, a Atalanta recebeu a atual bicampeã e líder da Serie A, a Juventus. O primeiro tempo terminou equilibrado, com placar de 1 a 1, mas em uma segunda etapa irreconhecível, a Dea foi goleada por 4 a 1.

O técnico Stefano Colantuono teve às voltas de Raimondi, Del Grosso, Carmona e Livaja. A única improvisação foi feita na defesa, com Migliaccio no lugar de Lucchini, lesionado. Com quase 100% de sua força, Colantuono colocou em campo o seu tradicional esquema 4-4-1-1, com Bonaventura de ala esquerdo e Moralez fazendo a ligação para Denis, no comando de ataque.

Mais uma vez, a Atalanta mostrou desatenção em momentos importantes da partida. Os dois primeiros gols do time de Turim saíram nos inícios dos tempos, um aos seis e o outro aos 46 minutos. Esse fato desmontou completamente a estratégia bergamasca, de se fechar e sair em contra-ataques velozes. Na primeira etapa, a resposta atalantina aconteceu rápido, aos 15 minutos, com uma ótima jogada individual de Bonaventura na linha de fundo. Jack passou pela marcação, invadiu a área e rolou para Moralez quebrar a marca de oito jogos sem sofrer gol do goleiro Buffon.

O primeiro tempo foi até equilibrado, com a Atalanta conseguindo ter algumas oportunidades de longa distância. A posse de bola foi igual para as duas equipes e a única falha aconteceu no momento do gol de Tevez, aos seis minutos. O argentino encontrou espaço na intermediária, avançou sem a aproximação da marcação e chutou cruzado. A bola era defensável, mas Consigli aceitou.

No entanto, a metade final de jogo foi terrível para a Dea. Logo de cara, Asamoah cruzou para a área, Carmona afastou mal e Pogba aproveitou para bater na saída de Consigli. A partir de então, a Atalanta inexistiu em campo. Mesmo sem muito esforço, os bianconeri construíram a tranquila goleada em falhas individuais. O terceiro saiu dos pés de Llorente. O zagueiro Chielini encontrou um corredor no meio campo, avançou e tocou para o espanhol na área. O ex-jogador do Athletic Bilbao deu um corte desconcertantes em Migliaccio e matou o goleiro. E para fechar a conta, Lichtsteiner deu um cruzamento rasteiro da direita, a bola passou por todo mundo e Vidal, livre, só empurrou para às redes.

A goleada pode ter sido até exagerada, principalmente pelo primeiro tempo, mas a vitória da Juventus foi incontestável. A Atalanta se preocupou demais em se defender quando tinha o empate no placar e esqueceu que, contra um time da qualidade da Juve, essa estratégia é quase mortal. A menos que se tenha um sistema defensivo sólido, como não é o caso. Faltou explorar mais as habilidades e velocidades de Bonaventura e Moralez, que provaram ser perigosos quando tiveram a bola nos pés.

Essa foi apenas a segunda derrota em Bérgamo no campeonato. Porém, os comandados de Colantuono não ganham há cinco rodadas e amargam a modesta 15ª colocação, com 18 pontos. A partida marcou o reencontro de três ex-atalantinos com a torcida no Estádio Atleti Azzurri d’Italia. Primeiro, o técnico da Juventus, Antonio Conte, que esteve à frente dos neroazzurri na campanha do rebaixamento, em 2009-2010. Os outros dois foram Padoin e Peluso, que defendiam os bergamascos há duas temporadas.
Na próxima rodada, a Atalanta visita o Milan, que perdeu o dérbi para a Inter e vem em crise na Serie A. Só que o duelo acontece apenas em 6 de janeiro. No último confronto entre as duas equipes em Milão, melhor para a Atalanta, que ganhou por 1 a 0, em 05 de setembro de 2009.


FICHA TÉCNICA

Estádio: Atleti Azzurri d'Italia
Cidade: Bérgamo
Árbitro: Domenico Celi
Gols: 6' Tevez (JUV), 15' Moralez (ATA), 46' Pogba (JUV), 75' Llorente (JUV), 79' Vidal (JUV)


ESCALAÇÕES

ATALANTA (4-4-1-1): Consigli; Raimondi (85' Kone), Migliaccio, Stendardo, Del Grosso (67' Cazzola); Bonaventura (67' Livaja), Carmona, Cigarini, Brivio; Moralez, Denis.

JUVENTUS (3-5-2): Buffon; Barzagli, Bonucci, Chiellini; Lichtsteiner, Vidal (80' Padoin) , Pogba (81' Padoin), Marchisio, Asamoah; Tevez (80' Quagliarella), Llorente. 


NOTAS ATALANTA

ATALANTA: Consigli 5,5; Raimondi 6 (85' Kone sn), Migliaccio 5, Stendardo 6, Del Grosso 6 (67' Cazzola sn); Bonaventura 6,5 (67' Livaja sn), Carmona 6, Cigarini 6, Brivio 6; Moralez 6,5, Denis 6.
Foto: Magni


De Luca comemora o gol nos acréscimos. Foto: Magni
A Atalanta foi até o Estádio Luigi Ferraris, em Gênova, enfrentar o Genoa, pela 16ª rodada da Serie A e ficou no empate por 1 a 1. Esse foi apenas o quarto ponto conquistado longe de Bérgamo, mas foi muito comemorado. O gol do empate saiu dos pés de Giuseppe De Luca, aos 49 minutos do segundo tempo. Bertolacci marcou para os donos da casa.

O técnico Stefano Colantuono contou com as voltas de três dos principais jogadores da Atalanta: Cigarini, Bonaventura e Moralez. O trio entrou em campo desde o primeiro minuto. Com Cazzola suspenso, Migliaccio foi o preferido para iniciar o jogo ao lado de Lucchini, no miolo de zaga, deixando Canini, zagueiro de ofício, no banco. Outro defensor, Stendardo, está voltando de lesão e também foi opção entre os reservas.

O 4-4-1-1 de Colantuono, com Bonaventura na esquerda e Moralez fazendo a armação, não deu muito certo na primeira metade do primeiro tempo. Sem opções pelos lados do campo e com Denis isolado na frente, a Atalanta viu o Genoa ter a bola em grande parte no seu lado ofensivo. A equipe rossoblù não teve tanta intensidade, mas cercou a área atalantina e conseguiu levar perigo. O garoto Konaté, de 20 anos, mostrou um bom futebol, principalmente no lado direito, e foi o principal jogador grifone até esse momento. O ganês tem bom drible e encontrou os companheiros em boas condições, mas pecou nas finalizações.

Os atalantinos equilibraram o jogo a partir da metade do primeiro tempo. Mas não foi por causa de seu futebol, e sim pelo cansaço do adversário. Com lançamentos longos e um pouco mais de velocidade, a Dea perdeu aos poucos o medo de atacar. Até então, os visitantes não conseguiam segurar a bola do meio campo para frente. Mesmo sem jogar bem, a Atalanta teve as duas melhores chances de gol da metade inicial. Na primeira, Moralez encontrou Denis na área e o Il Tanque finalizou em cima de Perin. Na segunda, Cigarini cobrou falta na trave.

O segundo tempo foi equilibrado. O Genoa continuou cansado, sem conseguir pressionar como se espera de um mandante. Do outro lado, a Atalanta, aos poucos, começou a acreditar que poderia ter uma sorte melhor na partida. Mal no jogo, Colantuono viu bem e tirou Moralez para colocar um segundo atacante com mais velocidade, o pequeno Giuseppe De Luca. 

Pouco depois da entrada do baixinho, Gilardino recebeu na área e tentou girar em cima da marcação. Scaloni afastou mal, para frente, e Bertolacci veio de trás para bater de primeira e acertar o cantinho de Consigli. Genoa 1 a 0 Atalanta.

Tentando chegar ao empate, Colantuono tirou o volante Konè para colocar o meia Brienza e substituiu Bonaventura pelo atacante Marilungo. Sem organização e na base do abafa, os neroazzurri partiram para pressão final. Por causa das muitas paralisações, o árbitro Luca Banti deu cinco minutos de acréscimos. E, aos 49 minutos, Cigarini cruzou da direita, a bola passou pela defesa e sobrou para De Luca, na pequena área, decretar o 1 a 1.

A igualdade foi muito comemorada por De Lucca e seus companheiros. O pequeno atacante já havia marcado no dia 4 de dezembro, na vitória por 2 a 0 contra o Sassuolo, pela Coppa Italia. O resultado também dá ânimo para o elenco, que vinha de dois resultados negativos nos últimos minutos (empate contra a Roma, em casa, e derrota para o Verona, fora). Na próxima rodada, a Atalanta encara a poderosa líder Juventus, no jogo de Natal, em Bérgamo, no dia 22 de dezembro.

Tanto bergamascos como genoveses estão há quatro jogos sem vencer e ocupam posições intermediárias na tabela. A Atalanta agora é 13ª, com 18 pontos, enquanto o Genoa está na oitava colocação, com 20 pontos.


FICHA TÉCNICA

Estádio: Luigi Ferraris
Cidade: Gênova 
Árbitro: Luca Banti
Gols: 72' Bertolacci (GEN), 90'+4' De Luca (ATA)


ESCALAÇÕES

GENOA (3-4-3): Perin; Antonini, Gamberini, Marchese; Fetfatzidis (55' Sturaro), Biondini, Matuzalem, Bertolacci (87' De Maio), Antonelli; Gilardino, Konate (58' Calaiò).

ATALANTA (4-4-1-1): Consigli; Scaloni, Migliaccio, Lucchini, Brivio; Kone (75' Brienza), Carmona, Cigarini, Bonaventura (85' Marilungo); Moralez (70' De Luca); Denis.
Foto: Magni


Migliaccio lamenta apagão nos últimos minutos. Foto: Magni
A Atalanta foi visitar o Hellas Verona, pela 15ª rodada da Serie A, e não conseguiu segurar a pressão do adversário, mais uma vez. Assim como contra a Roma, os atalantinos saíram em vantagem, mas se fecharam demais e permitiram a reação oposta. Só que dessa vez, foi pior do que na rodada passada. Denis surpreendeu a torcida local, mas Juanito Gomes e Jorginho, em pênalti contestável, viraram para os mastini.

O técnico Stefano Colantuono voltou a sofrer com os desfalques para escolher os titulares. Ao todo, foram nove jogadores que não puderam ser relacionados. Destaque para Moralez, Bonaventura, lesionados, e Cigarini, suspenso, três dos principais jogadores do time. Além deles, Stendardo, Bellini, Yepes, Del Grosso e o goleiro reserva Frezzolini também estão lesionados.

O esquema escolhido foi o 4-4-2. Mais uma vez, com emergência na defesa, o volante Cazzola foi escalado para compor a zaga, ao lado de Lucchini, que volta de lesão. Baselli e Kone foram bem na Coppa Italia, no meio de semana, e ganharam um lugar entre os 11. Brienza foi único escalado para armação ofensiva. Já no ataque, assim como Baselli e Kone, De Luca também ganhou uma oportunidade ao lado de Denis. Livaja ficou no banco.

Jogando em casa, o Verona começou melhor, teve mais posse de bola e abusou das jogadas pelas pontas. Com Iturbe e Martinho abertos pelo lado, a defesa da Atalanta abriu e deixou espaços para Luca Toni. O centroavante, principalmente pelo jogo aéreo, deixou a defensiva bergamasca em alerta. Inteligentemente, a Atalanta soube aproveitar os espaços deixados pelos mandantes, além das bolas longas, para terminar o primeiro tempo com mais finalizações em gol (6x2).

No fim da primeira etapa, Denis recebeu na esquerda, fingiu que iria cortar para o lado, mas driblou para dentro da área e entortou Gonzalez. O capitão teve tranquilidade para tocar por cima de Rafael, na saída do goleiro, e abrir o placar.

O treinador do Verona, Andrea Mandorlini, estava determinado a mudar a história do jogo e fez duas alterações importantes. Primeiro, tirando Cirigliano para colocar o atacante Juanito Gomes e, depois, substituindo o meia Martinho por mais um atacante, Caccia. Jogando no 4-2-4, o Hellas partiu para o tudo ou nada. Com apoio da torcida, a pressão foi enorme, principalmente com a bola aérea. No entanto, a tática de Mandorlini permitiu mais espaços para o contra-ataque. Já com Livaja em campo, Denis recebeu do croata e teve a chance de ampliar, mas o argentino finalizou na rede pelo lado de fora.

Andrea Consigli foi muito importante. Apesar de ter quase entregado a paçoca nos pés de Luca Toni em um momento, foi responsável por defesas incríveis. Em uma delas, o goleiro atalantino parou Caccia com os pés, mesmo já caído. Então, aos 83 minutos, não teve como segurar mais. Após escanteio cobrado por Rômulo, Juanito Gomez subiu livre e cabeceou no cantinho de Consigli. Nota importante para o zagueiro Canini, responsável pela marcação de Gomez, mas que nem saiu do chão no momento do gol.

Aos 86 minutos, um lançamento tinha como endereço Caccia, no comando de ataque. No entanto, Cazzola, lento, não teria como ganhar na velocidade e agarrou o centroavante gialloblù fora da área. Porém, Caccia caiu dentro da área e o árbitro, Andrea De Marco, marcou pênalti e expulsou o defensor. O brasileiro Jorginho cobrou no canto direito, Consigli acertou o lado, mas a bola foi indefensável. Virada do Verona, que voltou a ganhar depois de três derrotas seguidas.

A Atalanta tem a segunda pior campanha como visitante, com uma vitória e sete derrotas. E na próxima rodada, terá o difícil Genoa, em Gênova. A Dea venceu apenas um das últimas sete partidas e empacou nos 17 pontos, ao lado de Lazio e Udinese, com 17 pontos.


FICHA TÉCNICA

Estádio: Marcantonio Bentegodi
Cidade: Verona 
Árbitro: Andrea De Marco 
Gols: 42' Denis (ATA), 83' Iturbe (VER), 86' Jorginho - pen (VER)


ESCALAÇÕES

HELLAS VERONA (4-3-3): Rafael; Romulo, Gonzalez, Maietta, Agostini; Jorginho, Martinho (71'Cacia) , Hallfredsson; Iturbe (87' Moras), Toni, Cirigliano (58' Gomez).

ATALANTA (4-4-2): Consigli; Canini, Cazzola, Lucchini, Brivio; Brienza (66' Giorgi), Baselli, Carmona (46'Migliaccio), Kone; De Luca (79' Cacia), Denis
Foto: Magni
Verona 2-1 Atalanta (Foto: Magni)


Foto: Magni


Foto: Magni
Roma consegue empate nos acréscimos. Foto: Magni

A Atalanta recebeu a Roma no domingo (01/12) e ficou no 1 a 1. O empate que não foi um resultado ruim, mas ficou com gostinho de derrota. Brivio abriu o placar para os atalantinos e Strootman, no finalzinho, deixou tudo igual.

Mais uma vez com muitos desfalques, o técnico Stefano Colantuono precisou improvisar para montar os 11 titulares. Bellini, Stendardo, Yepes, Raimondi e De Luca ficaram de fora por contusão. Por outro lado, Lucchini, voltando de lesão, foi opção no banco.

Colantuono vem escalando a Atalanta com dois atacantes, porém, com problemas na defesa e contra um adversário mais qualificado, preferiu o esquema 4-4-1-1. O volante Cazzola foi improvisado como zagueiro. No meio, a opção foi por uma segunda linha “dura”, com Carmona, Cigarini, Brienza e Brivio. Moralez ficou responsável pela armação, enquanto Denis pelo comando de ataque.

Com a bola rolando, o primeiro tempo foi muito fraco. A expectativa era por uma Roma incisiva e veloz. Inclusive, a escolha pelo 4-4-1-1 passou por essa probabilidade. Não foi o que aconteceu. Os giallorossi começaram com mais posse de bola, mas de forma preguiçosa. Dependente apenas de Moralez para criar jogadas ofensivas, a Atalanta também não conseguiu encaixar contra-ataques. Até pela formação mais pesada no meio. Para piorar a situação do departamento médico bergamasco, Del Grosso sentiu uma lesão muscular aos 30 minutos e precisou ser substituído. Para o bem do jogo e da Dea, Bonaventura entrou no lateral-esquerdo. Com isso, Brivio recuou para o lado canhoto da defesa, enquanto Jack Bonaventura compôs o meio campo. O que, talvez, deveria ter acontecido desde o início.

Sem Raimondi e com Brivio pela esquerda, a Atalanta ficou sem alternativas pelas laterais do campo. Moralez ficou sobrecarregado e, bem marcado, não criou tanto quanto poderia. Mas com a entrada de Bonaventura, as atenções do adversário foram divididas e a dupla teve mais espaço.

Aos seis minutos do segundo tempo, Brivio cobrou fraco uma falta por baixo da barreira. De Sanctis estava na bola, mas acabou aceitando. Frangaço do experiente goleiro de 36 anos. Segundo gol seguido do lateral-esquerdo jogando em Bérgamo. Brivio abriu o marcador no triunfo de 2 a 1 da Atalanta sobre o Bologna.

A partir de então, a pressão romanista se tornou intensa. Todo o time da Atalanta se fechou no campo defensivo, trancando a entrada de sua área. O volante Kone e o zagueiro Lucchini entraram para reforçar a marcação. Junto com a torcida, a entrega dos jogadores foi impressionante. Mesmo assim, a Roma teve grandes oportunidades de marcar, mas o goleiro Consigli fez defesas milagrosas no Estádio Atleti Azzurri d’Italia. No entanto, aos 45 minutos da segunda etapa, Ljajic fez ótima jogada individual pela direita e cruzou rasteiro para Strootman, como um centroavante na pequena área, deixar tudo igual. O holandês foi quem mais finalizou no time romano, com cinco tentativas e três chutes em direção ao gol.

Não dá para dizer que o resultado foi ruim ou injusto, mas fica o gosto amargo. Os neroazzurri seguraram a pressão adversária por 39 minutos e, por três, não derrubou o último invicto da Serie A. O time atalantino fica na oitava colocação, com 17 pontos, ao lado de Milan, Lazio (que joga na segunda-feira contra o Napoli) e Parma. 

Na próxima rodada, a Atalanta visita o Verona, no Estádio Marcantonio Bentegodi. Aliás, a única vitória da Dea fora de casa aconteceu no Bentegodi, contra o Chievo.


FICHA DA PARTIDA

Estádio: Atleti Azzurri d'Italia 
Cidade: Bérgamo, Lombardia
Árbitro: Antonio Damato
Gols: 51' Brivio (ATA) e 90' Strootman (ROM)


ESCALAÇÕES

ATALANTA (4-4-1-1): Consigli; Scaloni (73' Lucchini), Canini, Cazzola, Del Grosso (30' Bonaventura); Brienza (64' Kone), Carmona, Cigarini, Brivio; Moralez, Denis. TÉCNICO: S. Colantuono

ROMA (4-3-3): De Sanctis; Maicon, Benatia, Castan, Dodò; Bradley, De Rossi (56' Liajic), Strootman; Florenzi (88' Ricci), Marquinho (62' Pjanic), Gervinho. TÉCNICO: R. Garcia 


NOTAS DO JOGO

ATALANTA: Consigli 7,5; Scaloni 6 (73' Lucchini 6), Canini 5,5, Cazzola 7, Del Grosso 6 (30' Bonaventura 6,5); Brienza 6 (64' Kone 6), Carmona 6, Cigarini 5,5, Brivio 6,5; Moralez 6,5, Denis 6. TÉCNICO: S. Colantuono 6,5
Foto: Magni


Foto: Magni
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A Atalanta foi até a cidade de Reggio Emilia encarar o Sassuolo e acabou sendo derrotada por 2 a 0. A partida aconteceu no domingo (24/11) e foi válida pela 13ª rodada da Serie A. Com muitos desfalques, o técnico Stefano Colantuono teve dificuldades para montar a equipe e não foi capaz de segurar os caçulas da primeira divisão.

Colantuono não pôde contar com Yepes, Lucchini, Raimondi, Nica, e Giorgi, todos lesionados. Por outro lado, teve as voltas de Bellini, Carmona, Del Grosso, Bonaventura e Denis. No entanto, o treinador decidiu poupar Bonaventura, que volta de lesão. Na lateral esquerda, Brivio ganhou a posição de Del Grosso, depois do gol contra o Bologna, na 12ª rodada. Sem Raimondi, os atalantinos começaram com três volantes e apostando nos laterais para produção ofensiva pelos lados. O esquema escolhido foi o 4-3-1-2, com Moralez fazendo a ponte para Denis e Livaja, no comando de ataque. No entanto, o número reduzido de jogadores forçou Colantuono a promover jovens das categorias de base para compor o elenco, como o goleiro Sportiello, o defensor Caldara e os meias Pugliese e Gagliardini.

Com a bola rolando, o que era difícil ficou ainda pior. Bellini e Stendardo sentiram lesões musculares e foram substituídos ainda no primeiro tempo. Aliás, no lugar de Stendardo, entrou o volante Cazzola, improvisado, por falta de outro defensor no banco. O Sassuolo foi mais perigoso na etapa inicial, com sete finalizações, contra duas da Atalanta. Porém, das sete, apenas duas foram em direção ao gol. Do lado contrário, os atalantinos chutaram duas vezes, sendo somente uma defesa do goleiro Pegolo.

Os neroverdi não foram brilhantes, mas, com maior posse de bola, levou mais perigo. Aos poucos, tanto emiliani como bergamaschi , se acomodaram no empate sem gols e pararam de criar. Pelas circunstâncias, o 0 a 0 não seria um resultado ruim para a Atalanta. Fora de casa, os atalantinos têm apenas 14% de aproveitamento.

A pasmaceira durou até aos 63 minutos, quando o jovem Domenico Berardi começou a desequilibrar. A promessa, de 19 anos, cobrou falta no cantinho, Consigli espalmou para o lado, mas Marrone ficou com o rebote e tocou para Simone Zaza, na pequena área, abrir o placar. Zaza atuou pelas categorias de base da Atalanta e, em respeito à torcida, não comemorou. Quatro minutos mais tarde, o próprio Berardi puxou contra-ataque em velocidade e, após bate-rebate da retaguarda bergamasca, ele mesmo concluiu no canto esquerdo de Consigli.

Depois de levar os dois gols, Colantuono colocou Marilungo no lugar de Livaja, apagado. Entretanto, a troca de atacantes não deu resultados. Antei, do Sassuolo, fez falta dura em Moralez, recebeu o segundo cartão amarelo e, consequentemente, foi expulso. Mesmo assim, os neroverdi controlaram a partida até o final, garantindo a sequência do bom momento. Nas últimas seis rodadas, os novatos perderam apenas em uma.

Apesar dos desfalques e de jogar fora de casa, Colantuono tem o grande desafio de mudar a mentalidade de seus jogadores quando atuam longe do Estádio Atleti Azzurri d’Italia. Mais uma vez, todos foram muito mal. A falta de Raimondi e o esquema emergencial com três volantes não deu certo, uma vez que a equipe ficou dependente das jogadas centralizadas. Moralez foi a única peça de armação do meio campo, mas foi bem marcado e ficou sumido durante os 90 minutos.

Na próxima rodada, a Atalanta terá a dura tarefa de enfrentar a Roma, em Bérgamo. O jogo está marcado para o domingo (01 de dezembro), às 12h (Brasília).


FICHA DO JOGO

Estádio: Città del Tricolore
Cidade: Reggio Emilia, Emilia-Romagna
Árbitro: Paolo Valeri
Gols: 63' Zaza (SAS), 67' Berardi (SAS)
Cartões amarelos: Antei (SAS), Floro Flores (SAS), Carmona (ATA), Antei² (SAS), Canini (ATA).
Cartão vermelho: Antei (SAS)


ESCALAÇÕES

SASSUOLO (3-5-2): Pegolo; Antei, Bianco, Acerbi; Schelotto (45' Gazzola), Kurtic, Magnanelli, Marrone, Berardi; Floro Flores (69' Kurtic), Berardi (81' Marzorati). TÉCNICO: Di Francesco.


ATALANTA (4-3-1-2): Consigli; Bellini (6' Scaloni), Canini, Stendardo (26' Cazzola), Brivio; Carmona, Cigarini, Migliaccio; Moralez; Denis, Livaja (67' Marilungo). TÉCNICO: Colantuono


NOTAS DO JOGO

ATALANTA: Consigli - 6, Bellini - sem nota (Scaloni - 5,5), Canini - 5, Stendardo - 5,5 (Cazzola - 5,5) Brivio - 5,5, Carmona - 6, Cigarini - 5,5, Migliaccio - 6, Moralez - 5, Denis - 5,5, Livaja - 5 (Marilungo - 5,5). Colantuono - 5.
Foto: Magni
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Pela 12ª rodada da Serie A, a Atalanta recebeu o Bologna, com a missão de recuperar-se de três partidas seguidas sem vencer. E conseguiu. Apesar dos muitos desfalques, os atalantinos bateram o adversário por 2 a 1, com gols de Brivio e Livaja. Rolando Bianchi, formado em Bérgamo, marcou o gol do time rossoblù.

O técnico Stefano Colantuono teve sérios problemas para escalar os 11 titulares. Ao todo, foram sete desfalques. Na defesa: Bellini, Lucchini, Yepes e Del Grosso (lesionados); no meio campo: Carmona (suspenso) e Bonaventura (lesionado); no ataque: Denis (suspenso). Com quase um time inteiro fora de combate, Colantuono levou ao Estádio Atleti Azzurri d’Italia uma formação mais “dura”, no clássico 4-4-2. 

Sem o capitão Denis, o pequeno De Luca ganhou uma chance ao lado de Livaja, no comando de ataque. No meio, o polivalente Migliaccio ganhou o lugar de Carmona, expulso contra o Livorno. Stendardo voltou de suspensão e, ao lado de Canini, formou a dupla de zaga. Del Grosso não passou no teste de vestiário e Brivio foi o titular na lateral esquerda.

O JOGO

O Bologna começou tentando fazer pressão, mas, logo, a Atalanta tomou o controle da partida. Com um meio campo menos criativo e sem o apoio dos laterais, a Dea ficou dependente dos cruzamentos à área para criar alguma situação de perigo.

Mesmo em casa, os neroazzurri estiveram longe das ótimas atuações de quando enfrentaram Inter e Lazio, por exemplo. O jogo se arrastou bem lento, até a metade do segundo tempo. De Luca não conseguiu dar a velocidade esperada ao setor ofensivo, então Guido Marilungo entrou em seu lugar, com 56 minutos. Na primeira vez que tocou na bola, Sorensen recuou mal a bola e deu nos pés de Marilungo. O centroavante dominou e, cara a cara com o goleiro Curci, mandou para fora, em uma rara oportunidade clara de gol.

No lado azul e vermelho, o principal jogador, Diamanti, esteve apagado. Consequentemente, todo o rendimento ofensivo dos bolognesi também ruiu. Aos 65 minutos, Colantuono sacou Migliaccio e colocou Baselli. O jovem volante parou a bola no chão e deu mais qualidade na saída de jogo.

Aos 73 minutos, Brivio, apagado durante o jogo, percebeu o mal posicionamento do goleiro Curci e, de longe, arriscou. O chute não foi forte, mas bem no cantinho. O suficiente para abrir o placar A partir de então, o jogo mudou completamente. 

Logo após ao gol, o técnico do Bologna, Stefano Pioli, colocou em campo o atacante Rolando Bianchi. O camisa 9 é formado na base da Atalanta e esteve próximo de acertar sua volta a Bérgamo, durante a última janela de transferências. Em seu primeiro toque na bola, Bianchi pegou o rebote da trave e empatou o jogo. O jogador, ex-Torino e Manchester City, comemorou efusivamente em frente a torcida atalantina. A partir de então, os tifosi neroazzurri vaiaram Bianchi em cada toque na bola.

Mesmo sem muita organização, a Atalanta foi para cima e, na base do abafa, tentou fazer pressão. No entanto, o Bologna encontrou espaço na retaguarda adversária para buscar a virada. Logo, os comandados de Stefano Colantuono tomaram conta das ações, sempre passando pelos pés de Baselli e Cigarini.

Com um minuto para o fim da partida, Baselli cobrou falta rápida no meio campo e encontrou Livaja, na entrada da área. O croata achou espaço e mandou o petardo de longe. A bola foi em cima do goleiro Curci que, inseguro, engoliu um baita frango.

Vitória muito importante da Atalanta, que perdeu apenas quatro dos 18 pontos disputados em casa. A Dea agora soma 16 pontos, na oitava colocação, ao lado da Lazio.

Na próxima rodada, no dia 23 de novembro, a Atalanta visita o perigoso Sassuolo, que vem de empate fora de casa contra a líder Roma.


FICHA DO JOGO

Estádio: Atleti Azzurri d'Italia
Cidade: Bérgamo, Lombardia
Árbitro: Daniele Doveri
Gols: 73' Brivio (ATA), 77' Bianchi (BOL), 92' Livaja (ATA)
Cartões amarelos: Antonsson (BOL), Migliaccio (ATA), Diamanti (BOL), Baselli (ATA) Livaja (ATA)


ESCALAÇÕES

ATALANTA (4-4-2): Consigli; Scaloni, Stendardo, Canini, Brivio; Raimondi, Cigarini, Migliaccio (65' Baselli), Moralez (85' Brienza); Livaja, De Luca (56' Marilungo). TÉCNICO: S. Colantuono

BOLOGNA (3-5-2): Curci; Garics, Sorensen, Antonsson; Crespo (75' Bianchi), Kone, Khrin, Laxalt (63' Della Rocca), Morleo; Diamanti; Cristaldo (81'Christodoulopoulos). TÉCNICO: S. Pioli
Foto: Magni

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Foto: Magni
A Atalanta foi até a Toscana encarar o Livorno, pela 11ª rodada da Serie A, mas acabou sendo derrotada. O gol solitário do brasileiro Paulinho foi o suficiente para impor a terceira partida seguida sem vitória aos atalantinos, a sétima nos últimos oito jogos como visitante. O técnico Stefano Colantuono teve vários desfalques, porém, na tentativa de montar a equipe, descaracterizou totalmente o padrão do time, que jogou muito mal e foi facilmente batido.

Colantuono teve sérias dificuldades para montar o sistema defensivo, principalmente. Com Bellini, Lucchini e Yepes lesionados e Stendardo suspenso, o treinador foi a campo com o mesmo 3-4-1-2 que enfrentou a Inter, no meio de semana, mas com postura completamente diferente.

Além de Canini, único zagueiro de ofício que restou no elenco, a defesa foi composta pelo veterano lateral direito Scaloni e o volante Giulio Migliaccio, improvisados. Apesar da posição fixa atrás, Migliaccio foi um homem que se lançou ao ataque, forçando o recuo de Luca Cigarini para recompor a zaga. No entanto, além de não ter dado certo, essa movimentação tirou a qualidade do passe de Cigarini na armação das jogadas, empobrecendo o setor de frente.

No meio campo, as jogadas pelas laterais com Del Grosso e Raimondi não surtiram efeito. Pelo meio, Moralez ficou sobrecarregado, sendo o único responsável pela criação. Sem ajuda de um companheiro mais qualificado, o argentino ficou preso na dura marcação do Livorno e não conseguiu repetir suas últimas boas atuações.

Tentando resolver o problema de poucos gols da Dea, Colantuono escalou novamente dois atacantes. Entretanto, com o problema de criatividade, a bola não chegou a Denis e Livaja. A dupla, que costuma se movimentar bastante, junto com o restante da equipe, seguiu o ritmo do jogo ficou muito parada, esperando demais.

Em resumo, faltou movimentação em todos os setores do campo. Com a defesa improvisada, o Livorno não teve dificuldade para abrir o placar. Paulinho encontrou um imenso buraco na retaguarda neroazzurra, recebeu grande passe de Greco, do meio campo, e bateu cruzado para vencer Consigli. Falha na marcação de Canini, que só acompanhou o adversário.

A partir do gol sofrido, a Atalanta continuou jogando como antes: sem criatividade, sem velocidade e sem vontade. É impressionante como o time bergamasco muda completamente sua forma de jogar quando é o visitante. Colantuono envolve os jogadores com um respeito exagerado pelo adversário, como se fosse proibido tomar a iniciativa e ter velocidade. Os atletas são basicamente os mesmos, mas essa mudança tão grande de mentalidade pode ser colocada na conta do treinador. O resultado é que, dos últimos oito jogos longe de Bérgamo, a Atalanta ganhou apenas um e perdeu sete, aproveitamento de 12,5% de pontos ganhos nesse período.

Não que o Livorno tenha jogado muito, mas foi o suficiente para vencer. E merecidamente. Aliás, esse foi o primeiro triunfo dos livornesi em sete rodadas. Além do time grená, a Atalanta já ressuscitou a Sampdoria nesse campeonato. A única vitória da Samp em casa, até o momento, em seis partidas, foi contra a Atalanta.

É claro que a expulsão de Carmona, aos 34 minutos do primeiro tempo, conta bastante para a derrota. Mas mesmo antes do chileno receber o segundo cartão amarelo, a Atalanta não deu sinais de recuperação. Aliás, Carmona foi ingênuo ao dar um carrinho em Mbaye sabendo que já tinha um amarelo, porém, não acertou o jogador do Livorno. Por tanto, um exagero por parte do árbitro Carmine Russo. O próprio Mbaye admitiu, em entrevista no intervalo, que valorizou a falta porque sabia que Carmona estava pendurado.

Com o resultado, o Livorno manteve o retrospecto amplamente positivo no Estádio Armando Picchi. Ao todo, foram 12 jogos na Toscana, com seis vitórias do Livorno, cinco empates e apenas uma vitória atalantina.

Na próxima rodada, a Atalanta recebe o Bologna, com a obrigação de se recuperar para não transformar o mau momento em crise. Já o Livorno encara a Inter, em Milão.


FICHA TÉCNICA

Estádio: Armando Picchi
Cidade: Livorno, Toscana
Árbitro: Carmine Russo
Gol: 10' Paulinho (LIV)
Cartões amarelos: Carmona (ATA), Greco (LIV), Coda (LIV), Moralez (ATA), Cigarini (ATA), Rinaudo (LIV), Duncan (LIV), Raimondi (ATA)
Cartão vermelho: Carmona (ATA)


ESCALAÇÕES

LIVORNO (3-5-2): Bardi; Coda, Rinaudo, Ceccarini; Gemiti (60' Piccini), Luci, Emerson, Greco (78' Duncan), Mbaye; Paulinho, Siligardi (70' Emeghara). TÉCNICO: Davide Nicola.

ATALANTA (3-4-1-2): Consigli; Scaloni, Migliaccio, Canini; Raimondi, Cigarini, Carmona, Del Grosso (62' De Luca); Moralez (85' Marilungo); Livaja (38' Baselli), Denis. TÉCNICO: Stefano Colantuono
Foto: Magni

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Foto: Magni
Na abertura da nona rodada da Serie A, a Atalanta foi até Gênova enfrentar a Sampdoria, que ainda não havia vencido em casa. Porém, mesmo sem muita inspiração, a Samp acabou ganhando pelo placar mínimo, gol contra de Cigarini. Esse foi o segundo triunfo seguido dos blucerchiati, se distanciando da zona de rebaixamento e, ao mesmo tempo, quebrando a série de três vitórias em sequência da Atalanta.

OS JOGADORES

O técnico Stefano Colantuono repetiu o esquema 4-4-1-1 que vinha dando certo nas últimas rodadas, porém, com duas alterações. Lesionados, Lucchini e Bonaventura ficaram de fora e fizeram muita falta. No lugar de Lucchini, na defesa, o colombiano Mario Yepes foi o titular. Sempre muito lento na recuperação, o experiente atleta de 37 anos foi batido facilmente em lances de velocidade. Na vaga de Bonaventura, o treinador neroazzurro fez a estranha escolha por Franco Brienza. O volante foi escalado na ala direita do meio campo, no lugar de Raimondi, que foi improvisado no lado esquerdo. Sempre que foi acionado, Brienza foi inútil. Não se apresentou para o jogo, não marcou bem, não atacou bem e sumiu na maior parte do tempo que esteve em campo, além de ter errado muitos passes.

Ainda no primeiro tempo, o capitão Bellini sentiu uma lesão muscular e deixou o campo para a entrada do jovem Nica. O inexperiente romeno acabou sendo expulso no segundo tempo e complicando ainda mais a situação da Atalanta.

O JOGO

A Atalanta sentiu falta de Bonaventura, e Moralez ficou sobrecarregado na armação. Os neroazzurri exploraram pouco as laterais, com exceção de Raimondi no primeiro tempo, pela esquerda.

Um dos fatores que contribuíram para a vitória atalantina sobre a Lazio, na rodada oito, foi justamente o apoio pelos lados do campo e a velocidade de movimentação de todos os jogadores do meio campo e ataque. Fora de casa, Colantuono esperava uma Sampdoria mais incisiva e que tomasse a iniciativa do jogo, deixando espaço para o contra-ataque. Porém, na prática, o que aconteceu foi o contrário. Pressionada pelo péssimo início de temporada e por, até então não ter ganhado ainda no Estádio Luigi Ferraris, o time genovês teve sérias dificuldades para ter o controle da bola. 

De repente, a Atalanta se viu com mais posse e a bola nos pés para ter a iniciativa de jogo. No entanto, a equipe não estava preparada para essa situação e cozinhou a partida em boa parte dos primeiros 45 minutos. Mesmo assim, os atalantinos tiveram algumas boas oportunidades de abrir o placar, mas sem sucesso.

No segundo tempo, o técnio Delio Rossi colocou Gentsoglou no lugar de Palombo, inexistente até então. A Sampdoria voltou mais disposta e teve três chances claras de gol nos dez primeiros minutos. O goleiro Consigli apareceu muito bem, novamente. Mas aos 12 minutos, não teve jeito. Escanteio cobrado da esquerda, Mustafi cabeceou, Cigarini tentou tirar com o braço e marcou contra. Em um primeiro momento, o árbitro Massimiliano Irrati anulou a jogada, assinalou pênalti e expulsou Cigarini. No entanto, Irrati voltou atrás, concedeu o gol e retirou o cartão vermelho, depois de consultar o árbitro auxiliar.

Somente depois de levar o gol foi que Colantuono resolveu mudar o time. Porém, as alterações pouco mudaram o cenário, já que com a expulsão de Nica, por falta dura em Eder, a situação ficou muito mais difícil. A Atalanta seguiu sem movimentação e sem ação ofensiva. Apenas Denis, dentro de suas limitações, tentou sair de sua posição para ajudar o time. 

No meio de semana, a Atalanta volta a campo para a disputa da 10ª rodada da Serie A. O adversário da vez será a Inter de Milão, em Bérgamo. A partida será na terça-feira, às 17h45 (Brasília).


FICHA TÉCNICA

Estádio: Luigi Ferraris
Cidade: Gênova, Liguria
Árbitro: Massimiliano Irrati
Gol: 57' Cigarini - gol contra (SAM)
Cartões amarelos: Eder (SAM), Gastaldello (SAM), Cigarini (ATA), Yepes (ATA), Costa (SAM)
Cartão vermelho: Nica (ATA)


ESCALAÇÕES

SAMPDORIA (3-4-1-2): Da Costa; Mustafi, Gastaldello, Costa; De Silvestri, Palombo (46' Gentsoglou), Obiang, Regini; Bjarnason; Eder (78' Soriano), Gabbiadini (83' Pozzi). TÉCNICO: Delio Rossi

ATALANTA (4-4-1-1): Consigli; Bellini (23' Nica), Stendardo, Yepes, Del Grosso; Raimondi, Cigarini, Carmona, Brienza (59' Livaja); Moralez (83' De Luca); Denis. TÉCNICO: Stefano Colantuono
Foto: Magni

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A Atalanta recebeu a Lazio no domingo (20/10), pela oitava rodada da Serie A, e chegou a terceira vitória seguida. Apesar da pouca ousadia do técnico Stefano Colantuono, os jogadores neroazzurri se superaram em campo, em mais uma ótima partida, e passaram pela a apática atual campeã da Coppa Italia, por 2 a 1. Gols de Cigarini e Denis.

O JOGO

A partida começou movimentada, mas com poucas chances de gol para ambos os lados. A primeira finalização certa foi acontecer somente com 34 minutos de bola rolando, e foi da Lazio, mas sem grande perigo. Jogando em casa, a Atalanta procurou dar velocidade ao jogo. Moralez foi, mais uma vez, o jogador com liberdade para criar no meio campo. O argentino se movimentou bastante, como de costume, mas não conseguiu furar o paredão azul celeste. Porém, esteve longe de ter uma atuação ruim, apenas regular. Na esquerda, Bonaventura não teve grande desempenho, muito pela marcação eficiente de Cavanda, na grande parte do tempo. Mesmo assim, Bona conseguiu se desvencilhar do marcador em alguns momentos e levar perigo.

A Dea se aproveitou de uma incomum apática Lazio, para, com velocidade, assustar o goleiro Marchetti. Quando a retaguarda laziale foi rompida, aconteceram três chances de gol clamorosas da Atalanta, quase que em sequência. Na primeira, Cigarini encontrou Del Grosso na esquerda, que cruzou rasteiro de primeira para dentro da área e Bonaventura, também de primeira, finalizou para grande intervenção do arqueiro adversário. Na segunda, Bonaventura avançou pelo meio, tocou para Cigarini, que encontrou Moralez entrando no meio da área, com um lindo passe em elevação. O argentino tocou por cima de Marchetti, mas Cavanda salvou em cima da linha. Na terceira, novamente Bonaventura tentou cruzar da esquerda, Ciani desviou para a entrada da área e, de primeira, Cigarini acertou um bonito chute no cantinho, abrindo o placar. Note que nas três oportunidades, Cigarini teve papel fundamental, seja na criação ou finalização.

No segundo tempo, a Atalanta voltou com o pé um pouco mais no freio. Afinal de contas, não tinha como manter o ritmo da primeira etapa o tempo todo, ainda mais com vantagem no marcador. Porém, em uma desatenção monstruosa de Del Grosso e Lucchini, Perea dominou a bola dentro da área e, de biquinho, empatou a peleja. Apesar do gol, o time da capital continuou com os mesmos vícios de antes: insistir apenas em finalizações de longa distância e sem explorar as laterais, por exemplo.

Em um espaço de dez minutos, Colantuono perdeu dois atletas por lesões musculares. O primeiro foi Lucchini. O defensor, que tem histórico de contusões, sentiu a parte de trás da coxa e pediu para sair, aos 57 minutos. Yepes foi escolhido para recompor a zaga. Apesar de lento na recuperação, o experiente colombiano não comprometeu. Outra alteração aconteceu quando Bonaventura também deixou o gramado sentindo a parte posterior da perna esquerda. A essa altura, a partida estava empata em 1 a 1, resultado que não era bom para as duas equipes. Com boas e diversificadas opções no banco para tornar a Atalanta mais ofensiva, o treinador atalantino preferiu promover a entrada do volante Brienza. Mais tarde, Colantuono trocou Moralez por outro meia, Baselli. Está certo que Moralez estava cansado, mas poderia ter tirado o volante Carmona para colocar um atacante. Faltou ousadia.

Apesar da covardia do técnico, os atalantinos chegaram ao gol do triunfo aos 84 minutos, graças a Luca Cigarini. O camisa 21 roubou a bola no meio campo e deu outro passe magistral, encontrando Denis livre e em posição legal entre os zagueiros da Lazio. O Tanque invadiu a área, driblou Marchetti com muita habilidade e completou para o gol vazio.

No âmbito geral, a vitória da Atalanta foi merecida. Foi quem teve sempre a iniciativa de ataque e as melhores oportunidades. Mas fica o sinal de alerta para Colantuono, que pode deixar de ser tão covarde em momentos importantes como o dessa partida. Apesar da vontade de empatar do treinador, graças a Cigarini, a bergamasca chegou a sua terceira vitória seguida. Com o resultado, a Atalanta pulou para a sétima colocação, com 12 pontos. Na próxima rodada, o adversário será a Sampdoria, em Gênova.


FICHA TÉCNICA

Estádio: Atleti Azzurri d'Italia
Cidade: Bérgamo, Lombardia
Árbitro: Carmine Russo
Gols: 42' Cigarini (ATA), 53' Perea (LAZ), 84' Denis (ATA)


ESCALAÇÕES

ATALANTA (4-4-1-1): Consigli; Bellini, Stendardo, Lucchini (60' Yepes), Del Grosso; Raimondi, Cigarini, Carmona, Bonaventura (69' Brienza); Moralez (83' Baselli); Denis. TÉCNICO: S. Colantuono

LAZIO (4-3-3): Marchetti; Cavanda, Ciani, Cana, Lulic; Onazi, Biglia, Hernanes (79' Klose); Felipe Anderson (46' Candreva), Perea, Floccari (69' Keita). TÉCNICO: V. Petkovic
Foto: Magni
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Foto: Magni
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A Atalanta foi até Verona, no sábado (05/10), e bateu o Chievo pelo placar mínimo, emplacando a segunda vitória seguida na Serie A. O gol solitário de Maxi Moralez também garantiu a quebra de um tabu: esse foi o primeiro triunfo atalantino fora de casa contra os “clivensi”.

ANTECEDENTES

O técnico Stefano Colantuono repetiu a formação tática que deu ótimos resultados contra a Udinese, na última rodada. A única alteração no 4-4-1-1 foi feita na lateral esquerda, com Brivio ganhando o lugar de Del Grosso, lesionado. 

Lucchini parece ter ganhado a confiança do treinador e, mesmo com a recuperação de Yepes, segue muito seguro ao lado de Stendardo na defesa. No meio, Moralez foi mantido na armação, enquanto Bonaventura ficou na esquerda.


O JOGO

A partida começou com poucas chances efetivas de gol, mas bastante movimentada. O Chievo, dono da casa, tomou a iniciativa do jogo, mas não conseguiu entrar na área para finalizar, em um primeiro momento. A equipe gialloblù ficou refém dos cruzamentos e, principalmente, dos lances de genialidade de Paloschi. Neste instante, a Atalanta conseguiu sair em contra-ataques perigosos em velocidade. Em um destes lances, mais precisamente na primeira finalização, os neroazzurri abriram o placar. O bom entrosamento da equipe bergamasca permitiu troca de passes rápidos, até lançamento para Raimondi, na área, escorar e encontrar Moralez com liberdade para marcar um bonito gol de voleio.

A partir de então, Colantuono tomou uma decisão arriscada: a de segurar o resultado se defendendo a qualquer custo. O Chievo cresceu no jogo e, além de Paloschi, Thereau começou a aparecer para levar perigo.

Na segunda etapa, a Atalanta continuou retraída, se defendendo em bloco dentro de sua própria área. Uma decisão que não se mostrou boa contra o Cagliari, na primeira rodada, e contra o Parma, na quinta rodada. Nesses dois jogos, Colantuono utilizou a mesma técnica e facilitou a vida dos adversários. Fechada dentro de sua defensiva, a Atalanta permite espaços para criação de jogadas pelo meio e pelas laterais, com cruzamentos. A pressão aumenta e o outro time tem mais chances de marcar um gol.

Mesmo assim, a Dea teve um ótimo instante no início do segundo tempo, com três finalizações seguidas de Raimondi, Moralez e Cigarini, salvas pelo goleiro Puggioni. No mais, o Chievo foi dono do jogo, sempre muito mais perigoso. Se não fosse por Consigli, atento na meta atalantina, e pela falta de pontaria dos jogadores da “squadra della diga”, o resultado poderia ser outro. Destaque para uma intervenção milagrosa de Consigli, parando uma cabeçada de Pellissier que iria no ângulo, já nos minutos finais.


O CAMPEONATO

Com o 1 a 0, a Atalanta chega aos nove pontos no campeonato, emenda a segunda vitória em sequência e, melhor ainda, sem levar gols. Na próxima rodada, o adversário será a Lazio, em Bérgamo. O duelo acontece no dia 20 de outubro, já que no próximo final de semana é Data FIFA.

O Chievo perdeu o terceiro jogo seguido e continua com apenas quatro pontos nos primeiros 21 disputados, flertando com a zona de rebaixamento. Os comandados de Giuseppe Sannino possuem o terceiro pior ataque da competição, com cinco gols marcados, ficando atrás somente dos lanternas Sassuolo e Sampdoria. Os clivensi terão pela frente o Genoa, adversário direto na luta pela permanência na Serie A.


FICHA TÉCNICA

Estádio: Marcantonio Bentegodi
Cidade: Verona, Veneto
Árbitro: Daniele Doveri
Gol: 16’ Moralez (ATA)

ESCALAÇÕES

CHIEVO VERONA (4-4-2): Puggioni; Sarno, Bernardini (74' Cesar), Claiton, Dramé; Estigarribia (64' Hetemaj), Bentivoglio, Rigoni L., Improta (58' Pellissier); Thereau, Paloschi. Técnico: G. Sannino

ATALANTA (4-4-1-1): Consigli; Bellini, Stendardo, Lucchini, Brivio (86' Yepes); Raimondi, Cigarini, Carmona, Bonaventura (82' Brienza); Moralez (74' Baselli); Denis. Técnico: S. Colantuono
Foto: Magni
Após a vexatória derrota para o Parma por 4 a 3, no meio de semana, a Atalanta entrou no campo do Estádio Atleti Azzurri d’Italia, em Bérgamo, com atitude completamente diferente. Os 2 a 0 impostos na Udinese poderiam ser muito mais, porém, o importante foi ver a mudança de postura dos jogadores, determinados em sair da crise.

A Atalanta vinha de três derrotas seguidas na Serie A e, nas cinco rodadas disputadas anteriormente, havia ganhado apenas do Torino, na segunda semana. O técnico Stefano Colantuono chegou a sexta gionata com a corda no pescoço. As últimas atuações desastrosas e os resultados negativos, fizeram a torcida e até mesmo o diretor geral, Pierpaolo Marino, demonstrarem suas insatisfações.

A partida também marcou o duelo dos dois treinadores que estão há mais tempo em seus cargos na primeira divisão. Francesco Guidolin e Stefano Colantuono estão há três anos nos atuais postos. Ao lado de Massimiliano Allegri, no Milan, são os três comandantes mais longínquos da Serie A.

O JOGO

O primeiro tempo foi bastante intenso, embora de poucas oportunidades de gol, até a metade do tempo. A Atalanta sempre teve o controle da partida e pareceu tranquila, como quem espera o momento certo para abrir o placar. Jogando como time grande, a bergamasca sentiu dificuldade no início, quando o técnico da Udinese, Francesco Guidolin, adiantou a marcação, forçando o erro da equipe mandante. No entanto, logo os neroazzurri souberam sair da situação, tendo sempre a bola no campo de ataque. Restou aos bianconeri a tática dos contra-ataques. Foram poucos, mas perigosos.

Sempre com velocidade e pelas pontas, a Atalanta continuou levando perigo ao goleiro Kelava, que teve de trabalhar bastante. Entretanto, nos acréscimos, Denis aproveitou bola desviada de Raimondi na área e, de cabeça, inaugurou o marcador. O gol foi muito importante para dar mais tranquilidade e confiança.

No início do segundo tempo, Stendardo se envolveu em um lance polêmico com Maicosuel. Depois de um leve puxão de camisa, o brasileiro se jogou na área e o árbitro Piero Giacomelli marcou pênalti. Di Natale já estava pronto para cobrar a penalidade quando o bandeirinha chamou Giacomelli para dizer que, antes do pênalti, Maicosuel estava impedido. Logo, o árbitro anulou a marcação anterior.

Durante segunda etapa, a Udinese não mostrou a força que se esperava para ameaçar. A Dea continuou com total domínio da peleja, até Denis, aos 63 minutos, ampliar depois de grande passe de Cigarini. A partir de então, Colantuono fechou um pouco mais a equipe, mas sem fazer alterações. O time de Udine tentou pressionar, mas Consigli esteve sempre atento na meta.

A ATALANTA

A mudança tática do 3-4-2-1, contra o Parma, para a volta do 4-4-1-1 deste domingo (29), foram poucas. Em resumo, um zagueiro de área a menos, mas com as laterais bem protegidas. As principais alterações feitas foram as dos jogadores de armação, que deram uma movimentação completamente diferente. 

Sem Yepes, suspenso, Lucchini foi titular no miolo de zaga. A troca de um defensor pesado e estático por um mais versátil, fez a Atalanta não ficar encurralada em sua área quando a Udinese atacou. Também permitiu uma recuperação mais veloz para os contra-ataques. Tanto o capitão Bellini, como Del Grosso, também cumpriram muito bem suas funções nas laterais, atacando e defendendo com eficiência.

No meio campo, a dupla de volantes formada por Cigarini e Carmona foi impecável, segurando as pontas nos momentos de emergência e dando saída de jogo com mais qualidade. O leão Raimondi, sempre com muita raça, fechou muito bem o lado direito, cobrindo Bellini em suas subidas ao ataque.

A escalação de Bonaventura e Moralez fez a diferença. A dupla criativa atuou como sempre devem jogar: com liberdade. Os dois se movimentaram pelos lados do campo, pelo meio e cercando a área, para confundirem a marcação adversária e alimentarem Denis, no comando de ataque. Até então, Bonaventura vinha sendo escalado como um atacante fixo na direita ou como um meia sem movimentação, o que, obviamente, fez o camisa 10 cair de produção. Na temporada passada, os melhores momentos de Jack foram justamente sendo um jogador livre para criar de qualquer lugar do campo. 

Já Maxi Moralez fez uma de suas melhores atuações com a camisa atalantina. Assim como Bonaventura, o argentino teve bastante liberdade e, com um parceiro na armação, se sentiu mais a vontade. Diferente de suas outras atuações, o pequeno Moralez continuou atuando em alto nível no segundo tempo. Uma das objeções de Colantuono quanto a Maxi era justamente essa. O jogador costuma “sumir” após 45 minutos. Só que dessa vez foi diferente.

Na frente, Denis ainda sente a falta de um companheiro de ataque. Isolado, o Tanque fica preso entre os marcadores adversários. O ex-centroavante da Udinese perdeu algumas chances que não se perde, mas guardou duas bolas típicas de atacante para garantir os três pontos da Atalanta. O argentino chegou à marca de três gols em duas partidas.


FICHA TÉCNICA

Estádio: Atleti Azzurri d'Italia, Bérgamo (Lombardia)
Árbitro: Piero Giacomelli
Gols: Denis 45'+1' e 63'

ESCALAÇÕES

ATALANTA (4-4-1-1): Consigli; Bellini, Stendardo, Lucchini (Canini 79'), Del Grosso; Raimondi, Cigarini, Carmona, Bonaventura; Moralez (Brienza 86'); Denis (Livaja 83'). Técnico: Colantuono

UDINESE (3-4-2-1): Kelava; Heurtaux, Danilo, Naldo; Basta (Nico Lopez 68'), Badu (Lazzari 55'), Allan, Gabriel Silva; Pereyra (Zielinski 81'), Maicosuel, Di Natale. Técnico: Guidolin

Cartões amarelos: Badu (U), Danilo (U), Denis (A), Lazzari (U), Gabriel Silva (U)
Foto: Magni

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A Atalanta recebeu a Fiorentina no domingo (22) e perdeu a terceira partida em quatro rodadas. Matias Fernandez e Giuseppe Rossi marcaram os gols que garantiram os três pontos e a vice-liderança, compartilhada com Inter e Juventus. Em Bérgamo, ficaram as reclamações contra o técnico Stefano Colantuono e um início de dar medo.

Colantuono repetiu o esquema 3-5-1-1 que utilizou contra o Napoli. No entanto, fez algumas alterações na formação titular, visando poupar alguns jogadores por causa da maratona de três jogos em uma semana. Del Grosso deu lugar a Brivio, na esquerda, enquanto Bonaventura saiu para a entrada de Moralez, na armação. 

Suspenso, Cigarini viu Migliaccio fazer sua estreia na cabeça de área em seu lugar e o jovem Baselli ganhou a titularidade após a boa atuação na semana passada. Porém, o erro de avaliação do treinador custou a derrota. Nesta sequência já dita, os neroazzurri enfrentam o Parma, no meio de semana, e a Udinese, no dia 29. Se tiver uma partida para se poupar jogadores, essa seria contra o Parma, e não contra adversários mais poderosos.

Por qual motivo o erro de avaliação de Colantuono custou o revés? Simples: sem ritmo de jogo, Brivio foi nulo, tanto na parte ofensiva como na defensiva. O gol que abriu a contagem foi todo construído em seu setor e sempre com muita liberdade.

Baselli sentiu a segunda partida como titular e, para piorar sua situação, foi colocado totalmente deslocado em campo. O jovem armador foi fixado no meio como volante e, obviamente, não rendeu o que se esperava. Na frente, Moralez começou muito bem se movimentado com liberdade, mas com Denis isolado na frente, não teve muitas opções. No segundo tempo, caiu de produção junto com a equipe inteira.

Talvez o melhor atalantino em campo, Migliaccio fez sua estreia contra seu ex-clube. O camisa 8 se movimentou bastante e se apresentou bem no ataque quando requisitado.

O JOGO

No primeiro tempo, o jogo foi bastante franco, apesar das poucas finalizações em gol. A Fiorentina teve grande predomínio de posse de bola, mas com bastante velocidade, a Dea equilibrou as ações e fez uma metade equilibrada, apesar do gol Fernandez.

Com a desvantagem no placar, Colantuono demorou a fazer alguma alteração e, quando fez, foi infeliz nas escolhas. A Atalanta já tinha em campo dois jogadores que poderiam fazer a função de armação (Moralez e Baselli) e o problema continuava sendo na definição das jogadas criadas. Entretanto, Colantuono colocou um terceiro jogador criativo em campo, Bonaventura no lugar de Brivio. O problema persistiu e, na segunda alteração, Migliaccio foi sacado para a entrada de outro volante, Brienza. Os gigliati não tinham nada com os erros adversários e, na falha de marcação de Stendardo, chegou ao segundo gol com Giuseppe Rossi.

Somente com 10 minutos para o término, quando a vaca já havia ido para o brejo fazia tempo, Colantuono promoveu a entrada de um segundo atacante, Livaja, que nada pôde fazer.

A Fiorentina é classificada como “time sonso”. Não é uma equipe que sufoca o adversário, dá até bastante espaço, especialmente depois de abrir o placar, mas quando vai ao ataque, costuma ser letal. Foi exatamente assim contra a Atalanta e contra o Paços Ferreira, na quinta-feira (26), pela Europa League. Contra uma “squadra” assim, é preciso aproveitar as oportunidades que tiver. E com apenas um atacante, visado pela retaguarda Viola, ficou complicado fazer gols.

FICHA TÉCNICA

ESTÁDIO: Atleti Azzurri d'Italia (Bérgamo)
ÁRBITRO: Andrea Damato
GOLS: Fernandez 41' e Rossi 69'


ATALANTA (3-5-1-1): Consigli; Stendardo, Yepes, Lucchini; Raimondi, Migliaccio (67' Brienza), Baselli, Carmona, Brivio (57' Bonaventura); Moralez (73' Livaja); Denis. Técnico: S. Colantuono.

FIORENTINA (4-3-1-2): Neto; Tomovic, Rodriguez, Savic, Pasqual; Aquilani, Ambrosini, Fernandez (70' Bakic); Borja Valero; Wolski (54' Joaquin), Rossi (79' Matos). Técnico: V. Montella.


CARTÕES AMARELOS: Carmona (ATA), Yepes (ATA), Lucchini (ATA) e Wolski (FIO).
O pequeno Moralez em meio aos marcadores. Foto: Magni

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Federico Pisani e sua namorada, Alessandra. Foto: Atalanta.it
De volta com a coluna "Deuses para sempre" no Atalanta Brasil nesse 12 de fevereiro, para lembrar esta data, que ficará marcada para sempre na memória do torcedor atalantino. No dia 12 de fevereiro de 1997, a Atalanta, Bérgamo, o futebol italiano e a Itália acordaram de luto com a notícia da morte de Federico Pisani, jovem atacante de 22 anos, em um acidente automobilístico.

Natural de Capannori, com 46 mil habitantes, na província de Lucca, na Toscana, Federico Pisani nasceu no dia 25 de julho de 1974. Iniciou no futebol no Margine Coperta, equipe amadora da comuna de Massa e Cozzile, na província de Pistoia, cerca de 30 km distante de sua cidade natal. Logo após, mudou-se para Bérgamo e ingressou nas categorias de base da Atalanta, aonde foi treinado por Cesare Prandelli, atual comandante da seleção italiana. Na categoria Primavera, Pisani atuou com jogadores como Tomas Locatelli, Domenico Morfeo e Alessio Tacchinardi, que subiriam para o time principal posteriormente.

Pisani com a camisa atalantina. Foto: Reprodução
No dia 15 de março de 1992, com apenas 17 anos, "Chicco" (feijão, em italiano), como era chamado, fez sua estreia com a camisa do time principal, em um empate sem gols com o Cagliari, na Sardenha, atuando nos últimos sete minutos. Naquela temporada, entraria em campo em mais cinco oportunidades, vindo do banco, e não marcou nenhum gol. Em 1993-94, atuou em seis partidas e em sua primeira como titular, contra a Fiorentina, no dia 16 de maio de 1993, em Bérgamo, marcou seu primeiro gol como profissional. Na ocasião, a Atalanta bateu a viola por 2-1.

Ainda muito jovem, o Feijão foi emprestado ao Monza, em seu segundo ano após voltar para a Serie B, para ganhar experiência. O novato não pôde evitar o rebaixamento dos brianzoli, mas fez dois gols em 21 aparições.

Com um pouco mais de experiência, a melhor temporada de Pisani foi a de 1995-96, sendo titular por sete vezes, marcando quatro gols em 17 rodadas e um na Coppa Italia. Em 1996-97, defendeu a maglia  da Atalanta em dois jogos antes de sofrer uma grave lesão.

Então chegou o dia 12 de fevereiro de 1997, uma quarta-feira. Federico Pisani resolveu ir até Milão com sua namorada, Alessandra Midali, e mais um casal de amigos, para divertirem-se em um cassino. Por volta das duas horas da manhã, Chicco Pisani regressava a Bérgamo, porém, perdeu o controle de sua BMW, invadiu a pista oposta e colidiu com um pilar de sustentação de um viaduto. O casal de amigos, que estavam no banco traseiro, sobreviveu, mas a jovem Alessandra, de apenas 20 anos, e Pisani, tiveram suas vidas abruptamente interrompidas para sempre.

Jogadores da Atalanta dão adeus a Pisani. Foto: Reprodução
A notícia do acontecido abalou Bérgamo. Durante o funeral, a dor e comoção eram visíveis nas expressões dos familiares das vítimas e das cerca de quatro mil pessoas que foram dar o último adeus a Pisani. Seus companheiros de time, ex-jogadores atalantinos, como Vieri, Tacchinardi e Stromberg e o então treinador da Juventus, Marcello Lippi, que treinou a Atalanta em 1992-93, entre outros, também estiveram presentes naquele fatídico dia. Vários clubes, como Inter, Verona e Fiorentina prestaram homenagem enviando coroas de flores. O prefeito de Cappanori e um representante do Margine Coperta foram pessoalmente a despedida dos ainda menino e menina. Por fim, os caixões de Federico e Alessandra deixaram a catedral da cidade sob intensos e longos aplausos.

Apesar de todo o acontecido, a vida continuava para quem ainda a tinha. Então na Atalanta e amigo de Pisani, Filippo Inzaghi revelou, em entrevista ao site Bérgamo News, em 2011, que não queria jogar no domingo após a tragédia que abateu seu companheiro e que ainda pensa em Chicco.

"Ainda hoje penso muitas vezes em Chicco e a desgraça que o atingiu e a sua namorada. Nunca esqueci em todos esses anos e ele sempre terá um lugar em meu coração. Nós éramos muito próximos e tivemos um ótimo relacionamento fora do campo", disse Pippo. "Não queria mesmo jogar essa partida. Quatro dias após o acidente, a dor ainda era muito forte. Mas, então, entramos em campo para dedicar a vitória a ele. Seus pais foram em nosso vestiário antes e foram momentos de muita emoção para todos", completou Inzaghi, falando sobre o duelo contra o Vicenza, no domingo após a morte de Pisani.

Homenagem para Pisani na Curva Nord. Foto: Reprodução
Chegado o domingo, o estádio Atleti Azzurri d'Italia foi completamente tomado e uma camisa com o nome e o número 14 de Pisani foi colocada na "Curva Nord" do estádio, que passou a se chamar oficialmente de Curva Federico Pisani. A Atalanta bateu o Vicenza por 3-1 e todos os gols foram comemorados para Chicco. Foglio marcou o primeiro e correu, abraçado com os companheiros, em direção a camisa na Curva Nord, envolvendo todos com uma intensa emoção e lágrimas. O árbitro da partida, o sr. Braschi, foi sensível o suficiente para não aplicar a regra de cartão amarelo em comemorações "exageradas". Inzaghi fez os outros dois e também homenageou o amigo.

O presidente Ruggeri prestou justas considerações ao garoto de 22 anos, aposentando, de uma vez por todas, a camisa 14 e  com a colocação de uma placa no centro de treinamento da Atalanta, em reverência ao eterno Federico Pisani.

Confira abaixo alguns vídeos históricos sobre Federico Pisani:


Atalanta 3-1 Vicenza (16/02/1997) e as homenagens a Pisani:




Atalanta 2-1 Fiorentina (16/05/1993) - Primeiro gol de Pisani como profissional:



Cagliari 0-0 Atalanta (15/03/1992) - Primeiro jogo de Pisani na Atalanta:




Homenagem feita pelo canal oficial da Atalanta no Youtube aos 16 anos sem Federico Pisani:




Fontes: Bergamo News, Corriere della Sera, Transfer Markt